Reflexões da idade

28 de ago de 2012


Olá queridos leitores. Leiam esse texto de Martha Medeiros. Aplica-se também a mim que estou nos 30... 

35 anos para ser feliz 

Foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado. 

A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes. 

Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança. 

Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara. 

Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.





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4 comentários:

  1. E como sai mais em conta mesmo viu. Nem cheguei ainda na casa dos 30 faltam apenas 2 anos para isso, mas posso dizer q aprendi a viver feliz e ter momentos temporarios (bem pequenos) de infelicidade.

    Viver sorrindo é a melhor coisa e sofrer por pouca coisa só la nos meus 15 anos mesmo kkkkkk.

    Bjosss adorei o post meninas.

    http://dedosdemocas.blogspot.com.br/2012/08/dedinhos-de-fim-de-semana-mohda-instant.html

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  2. Tbm me encaixo nos 30 e adorei seu texto. Super verdade. Acho q a vida tem um sabor diferente nessa fase..a maturidade trás mtas vantagens realmente..acalma..qdo novos nós somos mto ansiosos.
    bjs
    Liz

    descedoponei.blogspot.com

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  3. Oi amiga querida!!! Que texto maravilhoso!!!!! As pessoas sempre falam que a melhor fase da vida está na faixa dos 30 aos 50 anos!! A chegada da maturidade tende a entender melhor a vida, as pessoas. Na adolescência, surge mesmo muitas dúvidas e ansiedade; faz parte da vida!

    Bjs Parabéns Te adoooooooooooro!

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  4. Aaaah... não sei... eu sou bastante feliz. Tenho momentos de melancolia, mas no geral sou bem feliz e ainda tô longe dos 35. ^^

    Beijocas.

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