Passeio no shopping: o lado masculino

De um blog escrito por um homem. Li esse texto e achei legal compartilhar. Ele divide opiniões, claro, depende de cada um entender como queira. Mas vale a reflexão... Beijos!!

Do blog Samba Canção (Zero Hora)- é bom ler pra entender a mente masculina!!

Existe coisa mais chata que passear no shopping e parar em tudo o que é vitrine? Ver ela sonhar com a calça “linda de morrer”, com a nova coleção de Melissas que ela “tem de comprar”, com a blusinha cujo valor é um absurdo para um simples pano bem costurado… enfim, não há coisa mais chata que passear no shopping e parar em tudo o que é vitrine.
Marisa recém havia comentado com o Bernardo que precisava “dar um pulinho” no shopping para comprar calças novas, e ele imaginou todas as cenas descritas acima. Bufou e deixou clara a frase “que saco” no ar. Ela não deu bola. E marcaram o programa para a noite.
A questão é que a Marisa estava há tempos na academia, uns oito meses. Malhava pesado. Agachamento, leg-press, glúteo. Esteira, pilates, step. O espelho mostrava que as duas horas diárias neste período fizeram efeito. E uma ida ao shopping não era capricho. Mas uma necessidade. Na verdade, era um capricho, mas a necessidade mascarava o capricho. Mas o capricho batia forte na cabeça – principalmente em frente ao espelho.
Quando entrou na loja para comprar uma calça, estava decidida: hoje Bernardo mudaria o pensamento de que passear no shopping e parar em tudo o que é vitrine é a coisa mais chata do mundo. Entrou na loja. Cumprimentou o vendedor. E foi certeira: “uma calça jeans, por favor”. Seu número seria 40, mas pediu um 38. Para provocar. Bernardo riu mais alto do que deveria. O vendedor, atento, apenas sorriu. Buscou o jeans 38 e conduziu Marisa ao provador.
Minutos depois, Marisa chamou Bernardo ao provador, baixinho. Ele acreditava que teria de buscar o vendedor para pedir o número 40. Estava pronto para dizer “eu sabia que teria de ser outro número”. Mas, ao ver a calça 38 em Marisa, percebeu o que poucos homens percebem: há tempos não enxergava a mulher. Mal lembrava a dedicação de Marisa, dia após dia, na academia. Coxas, glúteos, barriga. Tudo bem direitinho. No lugar. Havia negligenciado a mulher um bom tempo – e quem negligencia a mulher abre um espaço enorme para a concorrência. Imaginou o verão. As tardes no clube. Lembrou das mulheres dos amigos (susto!). Projetou a chegada em casa.
Ela percebeu o pensamento longe do marido. Voltou ao provador. Saiu do provador. A calça 38 nos ombros. Disse, simplesmente: “Vamos?”. E sorriu. Existe coisa mais chata que passear no shopping e parar em tudo o que é vitrine? Bernardo sabe que há coisa muito pior.

Fonte: Zero Hora (link, caso queiram ler os comentários!)


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