Vale a pena o cuidado em excesso com as palavras?

Dariane Vale - Moda e Gestão

Sempre me cobrei demais, a ponto de deixar de fazer o que quero para agradar aos outros. Seja no trabalho, na família, com os amigos... E isso é comum para a mulher {geralmente na nossa geração – depois dos 30} onde as cobranças podem ser as mais sutis, mas existem: se está arrumada ou não, se está de salto ou não, se está com aquele sorriso no rosto ou não, se pintou as unhas... pode ser que os outros nem percebam, mas esta cobrança pode conviver conosco desde muito tempo – ainda crianças, fomos orientadas a fazer conforme a vontade ou orientação de nossos pais, até mesmo com uma ameaça – de leve – que pode ter ficado ali, enraizada no nosso subconsciente. 
Hoje, lendo um dos sites que gosto de ler diariamente, vi uma frase que me fez pensar {e escrever} este texto:
“Não tenha medo de falar o que pensa, de ser quem você é. O mundo precisa de mais mulheres que não sejam tão cuidadosas com as palavras. Às vezes, somos cuidadosas demais a ponto de não conseguirmos ser diretas com o que queremos. Ter discernimento é diferente de dar voltas para falar sobre algo. Então, chega de medo!” (Plano Feminino)
E são vários medos que nos acompanham. E nem sempre possui algo de concreto que o justifique. Pensamentos e pressuposições do nosso cérebro. O processo evolutivo, de crescimento individual, é baseado nas mudanças, nos novos aprendizados,  aprendendo com os próprios erros e extraindo deles o melhor ensinamento. E isso nos leva a discernir o que falar: tudo tem o seu tempo certo, o alvo certo e o tom certo.
Enfim, não seja tão cuidadosa. Você pode!

Beijos!