É preciso falar: Como distinguir pessoas que fazem bem e pessoas tóxicas?

pessoas tóxicas

Um assunto sempre frequente nos grupos de conversa, entre amigos e colegas de trabalho. Tenho certeza que você já percebeu quando alguém te dá a impressão de ser tóxica desde o primeiro contato.

Este post é um trecho do livro ‘Pessoas que nos fazem felizes’ (Esfera dos Livros) de Margarida Vieitez.

Preste atenção às suas emoções. Elas dizem quem gosta de você e quem é tóxico. Assim como o nosso corpo nos avisa se temos fome ou cansaço, também nos avisa que aquela pessoa não nos faz bem. Aquela pessoa que nos cansa, que nos suga energia, que nos deixa com um sentimento de insatisfação, que é insatisfeita, está sempre insatisfeita, que nos deixa tensos e sob estresse, mente, essa pessoa é tóxica para nós.

Mas, porque é que mantemos essas pessoas nas nossas vidas? Todos nós queremos ter uma relação, um amigo, queremos pessoas nas nossas vidas, precisamos de afetos, mas não pensamos na qualidade dessas relações, e isso nos afeta imensamente. O contágio emocional é enorme e poderoso.

As emoções nos contagiam, ainda que inconscientemente: a paz, a alegria, o entusiasmo, a satisfação, são tão contagiantes como emoções negativas, mas nem nós nem a outra pessoa percebemos isto. Temos de perceber uma coisa: que somos nós que escolhemos os outros; está na nossa mão escolher as pessoas que temos na nossa vida, elas não nos são impostas.

‘Não se desencontre de si em busca da sua felicidade’ 

O poder e influência que os outros têm sobre nós, somos nós que devemos controlar, porque não são os outros que escrevem a nossa vida. Temos muita dificuldade em dizer o que pensamos e o que sentimos com medo de magoar o outro, temos dificuldade em dizer ‘não quero isto, não é o melhor para mim’ e também temos dificuldade em pensar que somos nós que escolhemos os outros e não os outros que nos escolhem a nós. A solidão e a carência afetiva doem muito, preferimos o ter ao ser. E depois temos muito medo de sermos nós próprios, de não sermos aceitos. Mas temos de sermos inteiros, porque se andamos à procura da ‘metade’, do complemento, nunca seremos donos da nossa própria vida.

Mas não se pode cair no extremo oposto de querer a pessoa perfeita. Nós não devemos querer a pessoa perfeita, mas a pessoa que gosta de nós, que nos faz sentir bem, que nos ajuda a sermos pessoas melhores. E uma coisa importante: não devemos aceitar as que dizem que gostam muito de nós, mas depois tudo aquilo que provam o contrário.

É o que as pessoas fazem que conta. O mais importante são os comportamentos, não as palavras. Quem gosta de nós interessa-se por nós e pela nossa vida, estimula-nos a sermos melhores, não quer que sejamos outra pessoa, nos aceita como somos, nos apoia, está presente, e acima de tudo nos escuta. Quem gosta de nós, nos ouve. Quem não gosta vira as costas. É às pessoas que a escutam que deve dar a tua atenção.

Temos a crença irracional de que toda a gente é boa. O que também não é verdade. Quando encontramos alguém que precisa de ajuda, lá vamos nós cheias de boa vontade ajudar. Só que depois, damos, damos, damos, e recebemos tão pouco! Gera-se um desequilíbrio muito grande na relação, com o passar do tempo geram-se também muitas dependências, e depois é cada vez mais difícil sair da relação. Só recebemos migalhas: migalhas de bem-querer, migalhas de atenção, e como é que os outros nos vão tratar se nós não pedimos mais? Se achamos que ficamos bem assim, o que é que vamos receber? Migalhas.

Se você tem uma relação que só te dá migalhas, pergunte-se porque é que aceita tão pouco. E depois, pense quem considera ser o melhor para você, o que é que procura, porque é que aceita ter metade ou ainda menos.

Texto lindo para nós!! 
Este é um dos trechos da nossa palestra de Relacionamento Interpessoal. Um excelente recurso para trabalhar o desenvolvimento e relacionamento da sua equipe. 
Veja mais na página Serviços Moda e Gestão.

Beijos

Dariane Vale - Moda e Gestão