|Mundo Carreira| Gestão e Organização Horizontal: quebra de barreiras na hierarquia empresarial


Por redação Mundo Carreira

Gestão e Organização Horizontal
Gestão e Organização Horizontal


Quem trabalha em empresas tradicionais sabe como é complicada a questão hierárquica, principalmente quando boas ideias surgem. Diretores, gerentes, supervisores... São muitos cargos e uma burocracia de horários e espaços para marcar reuniões, discutir ideias, apresentar planejamentos etc. Este modelo, que vem desde o começo do século XX, ainda é uma realidade em diversas empresas no Brasil e no exterior, porém existe uma saída: a gestão e organização horizontal.

A velocidade das informações e a concorrência cada vez mais acirrada exige que as empresas não percam tempo com estas verdadeiras “oligarquias” dentro do ambiente profissional. Hoje em dia é um desserviço guardar boas ideias para tentar se autopromover ou mesmo jogar contra o próprio time só porque não foi seu grupo de trabalho que teve aquela ideia brilhante. É justamente neste ponto que uma política de gestão e organização horizontal pode fazer a diferença.

Atualmente, a gestão horizontal é uma metodologia bem mais comum em empresas de tecnologia da informação e startups, formadas na grande maioria por jovens recém-formados. Porém, neste artigo você irá perceber que é possível adotar este modelo também em setores mais tradicionais e até mesmo em indústrias de médio e grande porte.

Gestão e organização horizontal: como funciona?

Basicamente, é uma maneira democrática e que engloba vários setores de uma mesma empresa. Em uma funcional e saudável gestão horizontal, várias equipes de funcionários têm autonomia para apresentar ideias, projetos e soluções, assim como sugerir melhorias para a rotina do dia a dia sem que ocorram punições.

Entre as medidas para se adotar uma política de gestão e organização horizontal, vale destacar a aproximação entre chefes, gerentes e funcionários. Aliás, o bom funcionamento deste modelo está ligado diretamente com a abertura de diálogo entre estes profissionais de cargos diferenciados. Outro ponto que deve ser implementado é a aproximação com os clientes e fornecedores da própria empresa, ou seja, conhecer o que de fato precisa ser melhorado e como fazer tais avanços para oferecer produtos e serviços melhores.

Uma boa maneira de iniciar a gestão e organização horizontal em sua empresa é formar equipes. Sim, reúna grupos de pessoas e incentive o diálogo e novas ideias. Podem ser soluções para melhorar o produto carro-chefe da empresa, o horário de almoço, atividades recreativas etc. Nesta situação, é recomendável a contratação ou deslocamento de um profissional para fazer o “meio-de-campo” entre as equipes e os cargos superiores.

Vantagens

· Ambiente mais democrático: uma boa política de gestão de pessoas horizontal torna o ambiente mais democrático, onde todos podem opinar em prol da empresa, seus produtos e serviços;

· Autoestima: fazer parte de uma equipe e participar ativamente de novas ideias e melhorias faz bem ao profissional. Ele se sente mais valorizado e parte fundamental de uma célula que pensa no futuro;

· Agilidade: uma boa ideia tem que ser aproveitada o quanto antes, principalmente antes da concorrência. Não se pode perder tempo e eventualmente desanimar somente porque você precisa passar por vários níveis de hierarquia.


Desvantagens

· Responsabilidades: por mais que um ambiente mais democrático faça a diferença no dia a dia, o que não pode acontecer é o funcionário deixar suas responsabilidades de lado somente para pensar em projetos, ideias e soluções da empresa. Trabalho sempre é prioridade;

· Autoridade: é preciso que a empresa saiba administrar as equipes para que os funcionários não confundam liberdade com falta de autoridade. Ser líder é saber da liberdade e também impor restrições, sempre pensando no bem da empresa.


Artigo enviado pelo Mundo Carreira.

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