|Gestão| Do balcão de uma padaria para a fotografia


Malu Silva chegou em Brasília em 1971, mineira de Uberaba, cidade há 500 km da capital federal. Saiu dos bancos da padaria pros eventos da alta sociedade como fotografia.

Em sua trajetória profissional já passou por diversas áreas até chegar na comunicação. Foi atendente de padaria, depois corretora de venda de títulos de clubes e sempre foi apaixonada pelo rádio, tinha muitos amigos na área.


Em 1991, após separar do marido, foi convidada pra ser comercial, na época, na 105 Fm (hoje Clube FM), do Correio Braziliense. Depois foi ser contato publicitário na Rádio Atividade. “Eu andei muito de carona. Com apoio dos amigos até fechar o primeiro contrato comercial. Fazer atendimento publicitário não é fácil. Nunca vou me esquecer da Funerária Santo Antônio”, conta com risadas.

No Rádio, passou pela JKFM, a convite do Rubens Dário, na época gerente comercial e por fim, na Rádio OK FM, por onde ficou por cerca de 3 anos e se descobriu como fotógrafa.

“Eu gostava muito de gente famosa. De artista. Aí, comprei uma câmera semiprofissional e toda vez que eu sabia que tinha um artista no estúdio. Eu corria no carro, pegava minha máquina e tirava fotos do artistas. Aí, acabei ganhando, na época, um curso de fotografia e logo foi minha paixão”, conta Malu.

Por conta da paixão pela fotografia, em 1997, depois que terminou o curso virou fotógrafa dos eventos da rádio. Haviam vários shows nos finais de semana e Malu, atenta, sempre fotografava e fez um longo acervo.

Em 2000, ao fotografar o show do cantor gospel ‘Mattos Nascimento’, foi convidada para fazer o primeiro trabalho de ‘foto jornalismo’ e cobrir eventos pro Jornal ‘Correio Evangélico’. Em 2001, por conta do trabalho no jornalismo comunitário, foi parar na assessoria do vice-governador, na época, Benedito Domingos, que dividia o executivo com Roriz.

O jornalismo comunitário abriu várias portas pra Maria Lúcia. Em 2001, começou o jornal “Notícias & Cia”, que durou 4 anos e fazia uma coluna voltada para os trabalhadores do transporte, caminhoneiros e etc, chamada ‘Guerreiros do Asfalto’.

A vida não é feita só de flores. Malu também passou por várias dificuldades. Mãe de dois filhos, na falta de oportunidade ela acabou criando um novo nicho. "Nunca tive dificuldade em trabalhar. Já vivi fases difíceis na vida e me reinventei. Abri, na época, um restaurante em minha própria casa e não deixei meus filhos passar nenhum tipo de dificuldade", conta a Guerreia do Asfalto, Malu.

Em 2003, Malu resolveu abrir, em sua própria casa, em Samambaia-DF, um pequeno restaurante, atrás da transportadora PHD. Por lá, ficou cerca de 4 anos e em 2008 resolveu criar um jornal só para os caminhoneiro. Nascia ali o Guerreiros do Asfalto. “Com o restaurante, trabalhando com muitos caminhoneiros, acabei me apaixonado pela história de vida deles. Vivi romances e resolvi escrever para este público. É uma classe muito marginalizada pela sociedade, mas em sua grande maioria são muito humanos, companheiros e por isso eu abri esse espaço pra mostrar o lado bom da categoria”, conta a fotógrafa.





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Malu Repórter, aos 50 anos, faz jornalismo comunitário há 13 anos em Brasília. É responsável pelo ‘Guerreiros do Asfalto’ há 7 anos e há 3 anos atua como blogueira. Seu projeto futuro é transformar o jornal em revista.


Por Eldo Gomes - AconteceBrasilia.com.br