Engessado sistema acadêmico

Sempre que exponho minha opinião sobre o tema sou reprovada por amigos e ouvintes, o que posso fazer? Eles seguem as regras, eu  não. Mesmo contrariada e incompreendida prefiro seguir sendo livre de pensamento.





Ao expor suas ideias, correndo o risco de ser rejeitado (óbvio), acredita que alguém se interessará ao menos pelos seus escritos e respeitem sua livre capacidade de pensar? Você está redondamente enganado (a). Ainda mais se você disser que o assunto é inédito e não houve orientador. Os membros diretores desse nosso sistema “educativo” ignoram que as grandes teorias, como a psicanálise de Freud e a teoria da relatividade de Einstein foram produzidas fora dos muros das universidades. Não entendem que tudo o que é sistematizado fecha as posibilidades do pensamento, contrai o mundo das ideias.
Os seguidores desse sistema engessado de educação não aprendem a duvidar e criticar, serão sempre servos. Eles não sabem que a aceitação passiva das respostas pode abortar o desenvolvimento da inteligência que eles poderiam vir a obter. Os psicopatas nunca duvidaram de si mesmos, nunca criticaram sua compreensão da vida.
Apesar de ter em alta conta os professores, considero o sistema acadêmico doente, pois formata universitários para consumir informações sem críticas, sem contestação. Os jovens estão se tornando meros repetidores de informações, sem adquirir capacidade de enfrentar desafios e assumir riscos. O templo do conhecimento, chamado faculdade, perdeu os fundamentos do pensamento livre. É a era da informação “comoditizada”, a educação do século 21 tem como foco a globalização, inovação e “destruição criadora”.
O investidor Peter Thiel (fundador do PayPal e guru de tecnologia nos EUA) alega repetidamente que um diploma já não serve para nada. Acho até que parte de sua fama se deve por essa ousada posição. Segundo ele as pessoas começarão a estudar de formas diferentes e os diplomas pouco a pouco perderão seu valor.

O diploma em si não vale muito, e a experiência transformadora de ter que discutir assuntos relevantes com pessoas inquietas intelectualmente continuará fazendo a diferença na formação das pessoas.

Acho que com o tempo a própria sociedade encontrará ferramentas como as encontradas nas redes sociais (tipo Twitter, Facebook, LinkedIn, etc) para saber se você aprendeu realmente sobre um assunto ou não. E mais: essas redes controlarão se você continua se aperfeiçoando nesse conhecimento ou se parou no tempo depois de ter recebido seu questionado diploma.

O segredo vai estar nas métricas (tipo o site de métrica de reputação online Klout). Acho que pouco a pouco a sociedade e os governos criarão métricas para tudo, principalmente para a capacidade de aprendizagem das pessoas.

E você? Vai seguir o rebanho ou subir contra o vento?

Vai pensar ou deixar que pensem por você?

Será livre ou escravo?

Um abraço a todos, Francy.


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