Saia justa de Mademoiselle Coco Chanel



Em 26 de agosto de 1944, a França foi liberada. Um mês depois, Gabrielle "Coco" Chanel, já rica e famosa, teve sua luxuosa suíte no hotel Ritz, em Paris, invadida por dois funcionários do Comitê de Moralidade Pública com uma ordem de prisão em seu nome. Buscavam os colaboracionistas, como eram chamados aqueles que de alguma maneira haviam se relacionado com os nazistas durante a ocupação da França (1941-1944) pelas tropas de Hitler. "... Gabrielle conheceu um breve inferno. Ela não foi levada a passear nua pelas ruas; não teve a cabeça raspada nem a testa marcada por uma suástica". 


É assim que descreve a "saia justa" a maior especialista da vida da mais célebre couturière, Edmonde Charles-Roux, 91 anos, no livro "A era Chanel" (CosacNaify, 2007). A intelectual francesa contesta a acusação de antisetimitismo publicada no livro que não será lançado na França, "Sleeping with the Enemy: Coco Chanel's Secret War" (Alfred A. Knopf), do jornalista americano Hal Vaughan, 84 anos, que está batendo recorde de vendas nas livrarias dos EUA desde o lançamento (em 18/08), em Nova York. 


Por: Cyntia Garcia