Razão ou Emoção?


São raras as pessoas que equilibram razão e emoção. As mulheres desde a tenra infância são quase que cem por cento emoção. A essência de uma primeira ligação “afetiva”, a relação emocional mais fundamental que existe neste planeta é a da mãe com os seus filhos. O homem pela formação educacional é mais cobrado no sentido de usar a razão e esconder sua emoção, como?
Somos duas faces inseparáveis de uma mesma moeda, nem sempre em perfeita harmonia. Vivemos sendo testados em nossas emoções e que provocam uma verdadeira tormenta bioquímica em nosso corpo cujo principal objetivo é preparar-nos para lutar ou fugir.
Com a civilização reduzindo muitos dos perigos naturais imediatos a que éramos submetidos, a nossa área racional foi tomando força, nos tornando mais sensatos e equilibrados.
Por que?

Quando nascemos temos nossa estrutura emocional fundamentalmente simples, instintiva, pura, vindas dos genes. Essas emoções instintivas encontram em adultos, mas estes podem   controlar sua expressão. Um bebê, por exemplo, pode chorar de madrugada sem constrangimento, pois não tem a menor noção de que vai atrapalhar o precioso sono dos pais que precisam trabalhar no dia seguinte, nem tampouco demonstra gratidão por todos os cuidados e esforços que recebe dos pais. Sua emoção é básica, automática, instintiva.
Verifique você mesmo. Se você combina um evento com um amigo e ele falta ao compromisso, você com certeza se frustra e fica irritado. É neste momento que a razão entra. Se o seu amigo faltou ao compromisso devido a um problema que o impediu até mesmo de comunicar que não poderia estar presente. Se fosse desprezo da parte dele, com certeza o seu histórico já o avisaria.
Na verdade há sempre uma batalha a ser vencida entre razão e emoção. O ideal humano deveria ser buscar a lógica e o racional como objetivo da educação primordial.

Proponho que ambas andem em total parceria.

Viver em sociedade é complexo, afinal já não basta levar em conta nossos próprios pensamentos, temos que considerar o que os outros pensam de nós e o que esperam de nós? Se a resposta fica a cargo da emoção, ficamos à mercê do nosso meio social. Deixaremos de ser o que somos, alterando nosso comportamento sucessivamente. Intuitivamente, isto já parece ruim.
Afinal, ninguém consegue “ver” dentro de nosso cérebro. São nossas ações e nosso comportamento que mostram um pouco do que somos.

Ação e reação é que dá uma panorâmica do nosso retrato.

Usamos a razão para “acomodar” o mundo em nosso redor e para satisfazer nossa “paixão”. Na verdade uma coisa é certa: Devemos manter nossas emoções bem alimentadas , caso contrário nossas chances de sobrevivência ficam reduzidas a quase nada. Desenvolvemos uma forma de expressão emocional sofisticada, sabendo que ocasionalmente essa expressão tem problemas, principalmente quando ocorrem desvios e irracionalidades.
Sabemos também que nosso gosto pela vida que instintivamente temos deve muito a nossas origens emocionais.
No século XXI somos seres sofisticados, com emoções de alto nível como altruísmo, solidariedade, compaixão. Mas é importante que essas emoções sejam temperadas e refinadas com o uso criterioso da racionalidade da ciência e do pensamento crítico e investigativo.

Sabendo tolerar e respeitar as diferenças individuais e buscando um convívio pacífico, teremos todas as chances possíveis para sobreviver em épocas tão difíceis quanto as que nos aguardam no futuro.
Pensem bem, hoje em dia o ser humano vivencia emoções muito carregadas de razões. A partir do momento que nos desnudamos de toda essa carga do mundo e passamos a ouvir o nosso verdadeiro eu, podemos descobrir que as muitas razões que temos de nada valem para nos permitir a felicidade.
Razões e preconceitos tiram de nós o que nos é mais caro: “NOSSOS SONHOS E A FELICIDADE”.


Por Rodrigo Cardoso