Janela de oportunidades para o país

A Copa do Mundo em 2014, que será disputada em 12 capitais brasileiras, e as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, representam “uma enorme possibilidade para repensar e consolidar novas maneiras de fazer políticas públicas, com maior participação do setor privado e a consolidação de uma agenda para os próximos anos”. A perspectiva foi defendida pelo economista André Urani, diretor do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade.
A palestra ‘Copa do Mundo 2014 e Olimpíadas 2016 – Oportunidades Empresariais’, foi a última apresentada no XIV Encontro Internacional de Empreendedores, na semana passada no Rio de Janeiro.
Barcelona foi citada como o exemplo mais emblemático de reinveção. Depois das Olimpíadas de 1992, a cidade aproveitou o know how na organização dos jogos para sair da estagnação e se firmar como importante polo cultural. Mas Urani também citou sua cidade natal, Turim, que abriu novas alternativas, e Nova York, que venceu uma grave crise econômica.
Para o economista, as Olimpíadas, por exemplo, são uma grande chance, mas não se pode repetir erros que cometidos nos Jogos Pan Americanos, quando grandes estruturas foram construídas e não são mais usadas, como o parque aquático e o velódromo.
O economista defendeu uma revitalização urbana de forma ordenada e conseqüente que privilegie o bem estar dos cidadãos, e uma ocupação que incorpore conceitos de sustentabilidade. Como exemplo, ele citou Londres, que está projetando estruturas desmontáveis, incluindo o estádio que vai sediar a abertura dos Jogos.
“As oportunidades que surgem agora são valiosas porque podem ser o ponto de partida para um pacto estruturante de desenvolvimento em que políticas poderão ser definidas para os próximos anos. Precisamos deixar de vender commodities para vender idéias, inovações, conceitos. Este é o exemplo de um legado importante”, reforçou Urani.
Por Regina Mamede, Agência Sebrae de Notícias